Tuesday, September 06, 2011

Manual prático de sobrevivência para usuários de taxi no Rio de Janeiro

Se você chegar ao Rio pelo Galeão, irá encontrar cooperativas oferecendo serviço de taxi já ao lado das esteiras de bagagem. Essas cooperativas têm o preço bem salgado. Pela tabela dos chamados “taxis especiais”, que de especiais não têm nada, a corrida do Galeão até Copacabana passa de 90 pratas.

Ao sair pela porta do aeroporto, a abordagem dos taxistas chega a ser incômoda e a maioria deles quer fechar um preço com os passageiros e realizar a corrida sem ligar o taxímetro. Essa prática acontece principalmente no setor de desembarque.

A dica é usar o chamado “Frescão”. O preço não chega a R$10 e o ônibus é confortável.

Se você ainda preferir pegar um taxi, eu sugiro que vá até o andar de embarque e pegue um taxi que está chegando ao aeroporto para deixar passageiros. Fazendo isso, você diminui consideravelmente as suas chances de ser enganado.

A dica vale também para o Aeroporto Santos Dumont e Rodoviária Novo Rio.

Outra dica legal é ligar para cooperativas de fora do aeroporto.

Libertaxi, Copataxi ...

Um dia de fúria


Se depender de alguns taxistas, pegar um taxi no Rio de Janeiro pode ser uma tarefa muito desagradável. Essa semana eu queria ir ao Mud Bug, um pub localizado Rua Rodolfo Dantas, 16, ao lado do tradicional Copacabana Palace.

Ao sair do meu prédio, vi um taxi estacionado e um senhor ao volante. Devido ao meu problema de vista que inúmeras vezes me fez passar vergonha, não consegui enxergar direito dentro do veículo e perguntei se o taxi estava livre. Após isso, surgiu um diálogo digno de “um dia de fúria”.

#Alex-Fiel O táxi ta livre?
#Taxista Ta indo pra onde?
#Alex-Fiel Por que a pergunta? Você só trabalha pra onde você está indo?
#Taxista É que eu estou indo pra casa, se você for pro meu caminho, eu levo ...
#Alex-Fiel Então tenha um bom descanso!

Você pode até ficar espantado com a minha brutalidade e ignorância, aparentemente gratuitas, mas, na verdade, tive os meus motivos. Parte dos taxistas do Rio gosta de “escolher corrida”. Essa atitude não é honesta com os clientes, afinal, o taxi é uma concessão. As coisas não devem funcionar do jeito que eles querem. O taxista precisa estar preparado para fazer corridas grandes e corridas pequenas. Para compensar as pequenas, já existe a chamada “bandeirada”, portanto, não há necessidade de tanta exploração.