Tuesday, September 06, 2011

Um dia de fúria


Se depender de alguns taxistas, pegar um taxi no Rio de Janeiro pode ser uma tarefa muito desagradável. Essa semana eu queria ir ao Mud Bug, um pub localizado Rua Rodolfo Dantas, 16, ao lado do tradicional Copacabana Palace.

Ao sair do meu prédio, vi um taxi estacionado e um senhor ao volante. Devido ao meu problema de vista que inúmeras vezes me fez passar vergonha, não consegui enxergar direito dentro do veículo e perguntei se o taxi estava livre. Após isso, surgiu um diálogo digno de “um dia de fúria”.

#Alex-Fiel O táxi ta livre?
#Taxista Ta indo pra onde?
#Alex-Fiel Por que a pergunta? Você só trabalha pra onde você está indo?
#Taxista É que eu estou indo pra casa, se você for pro meu caminho, eu levo ...
#Alex-Fiel Então tenha um bom descanso!

Você pode até ficar espantado com a minha brutalidade e ignorância, aparentemente gratuitas, mas, na verdade, tive os meus motivos. Parte dos taxistas do Rio gosta de “escolher corrida”. Essa atitude não é honesta com os clientes, afinal, o taxi é uma concessão. As coisas não devem funcionar do jeito que eles querem. O taxista precisa estar preparado para fazer corridas grandes e corridas pequenas. Para compensar as pequenas, já existe a chamada “bandeirada”, portanto, não há necessidade de tanta exploração.

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