Se depender de alguns taxistas, pegar um taxi no Rio de
Janeiro pode ser uma tarefa muito desagradável. Essa semana eu queria ir ao Mud
Bug, um pub localizado Rua Rodolfo Dantas, 16, ao lado do tradicional
Copacabana Palace.
Ao sair do meu prédio, vi um taxi estacionado e um senhor ao
volante. Devido ao meu problema de vista que inúmeras vezes me fez passar
vergonha, não consegui enxergar direito dentro do veículo e perguntei se o taxi
estava livre. Após isso, surgiu um diálogo digno de “um dia de fúria”.
#Alex-Fiel O táxi ta livre?
#Taxista Ta indo pra onde?
#Alex-Fiel Por que a pergunta? Você só trabalha pra
onde você está indo?
#Taxista É que eu estou indo pra casa, se você for
pro meu caminho, eu levo ...
#Alex-Fiel Então tenha um bom descanso!
Você pode até ficar espantado com a minha brutalidade e
ignorância, aparentemente gratuitas, mas, na verdade, tive os meus motivos. Parte
dos taxistas do Rio gosta de “escolher corrida”. Essa atitude não é honesta com
os clientes, afinal, o taxi é uma concessão. As coisas não devem funcionar do
jeito que eles querem. O taxista precisa estar preparado para fazer corridas
grandes e corridas pequenas. Para compensar as pequenas, já existe a chamada “bandeirada”,
portanto, não há necessidade de tanta exploração.
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